Luana Costa Dá Entrevista ao Jornal ND Joinville

O sucesso de Teu Sorriso, primeira música de autoria própria gravada em estúdio, rendeu a Luana Costa o reconhecimento que a cantora não esperava. O Jornal Notícias do Dia foi até a zona rural de Joinville e entrevistou a compositora do Rio Bonito. Luana conta que “no começo, as composições eram mais brincadeiras” e que “as letras não costumavam ser terminadas”. A cantora fala também sobre os planos após a gravação. Confira a matéria completa.

Refúgio na música

Composições. Joinvilense do Rio Bonito divulga suas canções nas rádios com esperança de despertar interesse de gravadora. No recato da Estrada Palmeira, Luana tem o violão, e nos avós, companheiros da sua arte.

É em uma fazenda localizada na distante e bucólica Estrada Palmeira, bairro Rio bonito, no meio do verde da natureza que a joinvilense Luana Costa, 21 anos, compõe suas músicas e sonha com o dia em que poderá viver da arte. A inspiração vem do silêncio e da beleza da localidade. Com 11 músicas prontas, todas de própria autoria e num ritmo que mistura pop e rock, Luana corre atrás dos objetivos e espera conseguir alcançar o primeiro deles em breve: gravar um CD. Para isso, ela mesma já visitou duas rádios de Joinville levando a canção “Teu sorriso” – principal hit do futuro disco – para tentar emplacar e conquistar os ouvidos do público e chamar a atenção de uma gravadora. Além disso, Luana ainda pretende montar uma banda. Já há alguns músicos convidados, a maioria amigos.

Quando o disco estiver pronto, o plano de Luana é partir para uma cidade grande, como Curitiba, para divulgar o trabalho e alavancar a tão sonhada carreira artística. A mudança de cidade só não ocorreu ainda porque ela não teria como se sustentar na capital paranaense e por isso prefere ir só com alguma certeza. Formada na faculdade de eventos, a jovem compositora trabalha no Instituto Festival de Dança de Joinville, dividindo o tempo com a música. “Hoje, componho e canto porque gosto mesmo, ainda não ganho dinheiro com isso”, declara. Cantar as próprias composições é o principal objetivo da artista joinvilense.

Os ensaios ocorrem sempre depois do expediente e nos fins de semana, geralmente em casa, onde mora com os avós. Mas Luana garante que os dois não se importam com o som e dão todo o apoio para a neta. “Minha vó escuta minhas músicas e meu avô não se  importa com o ensaio  enquanto  tira o

sono da tarde”, brinca. Em Joinville, segundo Luana, a principal dificuldade dos músicos que sonham em fazer carreira é de chamar a atenção do público local, que ainda não dá muito valor ao que é produzido por aqui. “Isso é muito difícil ainda, o que é de fora chama mais atenção”, desabafa.

“O violão é um divã”

O desejo e a vontade de cantar despertaram desde sempre em Luana. “Cantava desde pequena, sempre quis isso,” lembra. O primeiro contato com a teoria musical ocorreu aos 12 anos em um curso de teclado. O violão apareceu três anos depois, quando ela saiu do Itinga e foi morar na área rural. “Era um lugar muito diferente, eu não estava acostumada,” conta. A mudança brusca de ambiente combinada com a idade acabou gerando uma crise de adolescente. “Na época, eu não gostava de morar aqui e acabava desabafando na música, compondo e colocando meus sentimentos nas canções,” explica. “O violão é um divã”, completa.

No começo, as composições eram mais brincadeiras. As letras não costumavam ser terminadas. A música começou a ser levada mais a sério quando Luana se apresentou para alguns amigos e eles foram gostando, o que a entusiasmou. Assim como muitos adolescentes, Luana se encantava com as letras e melodias da Legião Urbana. O comportamento e relação da banda com a música se tornaram referência. (Alexandre Perger, especial para o Notícias do Dia)